domingo, 15 de novembro de 2009

Vertiginosa Vertigem: OSGEMEOS

Não há palavras para expressar a incrível experiência de entrar no mundo fantástico, caprichado, criativo, lúdico e onírico desses grandes artistas. Uma deliciosa experiência sensorial.
Quem estiver em São Paulo não deixe de ir a essa exposição que está na FAAP até 10 de dezembro.

Bonita TV Fernandinhos

Duas chamadas na página de abertura da Uol desse domingo, 15 de novembro de 2009 chamam a atenção, quando se completa 20 anos da primeira eleição direta para presidente no Brasil.
Fernando Collor de Mello admitindo que sua relação com a TV Globo ajudou sua eleição em 89: Relações com a Globo eram 'excelentes'; meios de comunicação temiam governo 'comunista', diz Collor; e Fernando Henrique Cardoso finalmente assumindo a paternidade de seu filho de 18 anos com uma jornalista da TV Globo – que a emissora tratou de retirar de cena para não macular a imagem do então senador.
O que leva estes dois senhores irem agora a praça pública reconhecer o que toda a esquerda sabe desde 89 e 91? Hummm... tem caroço nesse angu!!!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Eles estão descontrolados

Quem não lembra da declaração: Cachorro é um ser humano como outro qualquer!!! Pois é, éssa pérola foi proferida pelo "imexível" Rogério Magri, ministro do trabalho em tempos equivocados, corruptos e irresponsáveis do Governo Collor. Na época isso causou indignação e merecida gozação, mas de alguns anos pra cá uma grande parte da população tem levado essa prática ao pé da letra.
É cachorro na padaria, na livraria, no shopping center, no supermercado, no elevador, no aeroporto ("viemos buscar os pais dela", fala pra mim uma senhora com um luluzinho no colo enquanto aguardava a chegada de sua irmã e cunhado)... cachorro com capa de chuva, com sapatinho, com lacinho, cachorro pintado de rosa e de azul. Não estou falando só de cachorrinhos pequeninos não, tenho visto cachorros de grande porte, cães de guarda, em situações ridículas.
Ontem enquanto fazia uma caminhada, medrosa que sou, ao avistar um cachorrinho meio suspeito (e feio, foi o schnauzer mais que feio que já vi na vida) já fui dando um jeito de sair da calçada para o meio fio. Pois o desgraçado deu uma carreira na minha direção, e como estava com uma coleira extensora quase conseguiu me abocanhar. Dei um grito e pulei e sua dona olhou pra mim completamente indignada e falou muito brava: CAAAALMA!!! Como calma se o seu animal quase me mordeu? Já vi crianças serem atacadas e os donos dos cahorros nem sequer se desculparem.
Gostar, criar e cuidar de cachorros não é problema, o companheirismo e a fidelidade canina sempre estiveram presente em toda a história do homem, o que me espanta, e me irrita, é a falta total de noção sobre o espaço que eles vem ocupando nas áreas comuns das cidades nos últimos tempos.
Não sei não, mas tenho a impressão que se o livro Revolução do Bichos fosse escrita hoje, George Orwell colocaria os cachorros na linha de frente da narrativa, e os porcos fariam parte da camada oprimida... E sinto dizer ao Waldick Soriano, mas sua canção tão famosa também está ficando um tanto anacrônica nesses tempos de soberania canina:
Eu não sou cachorro, não
Pra viver tão humilhado
Eu não sou cachorro, não
Para ser tão desprezado

domingo, 8 de novembro de 2009

Depende do referencial

O jornalista Mouzar Benedito conta uma história engraçada na revista Forum. Em 1970 ele chega para prestar vestibular no prédio da história da USP e vê uma movimentação imensa na frente de uma das salas. Um estudante esclarece o que está havendo: o pai do Chico Buarque está ali! O professor Sérgio Buarque de Holanda, um grande intelectual, historiador e autor de obras fundamentais sobre o Brasil havia se tornado o pai do Chico (imagino que sentisse muita honra nisso). Algumas décadas se passaram, e Chico Buarque continua sendo uma referência para muitas gerações. Mouzar conta então que nos idos de 90, acompanhando a cobertura do carnaval, uma repórter entra ao vivo direto de Salvador, ao lado do Chico Buarque:
- Estamos aqui com o sogro de Carlinhos Brown...

As vezes ao ler alguma notícia temos a exata noção da faixa etária de quem a escreveu. Essa semana, acompanhando a programação do Congresso do PCdoB entrei no link da simpática matéria sobre o show de Jorge Mautner na festa de encerramento do evento, e li o seguinte:
- Mautner é autor de Maracatu Atômico, música conhecida pela interpretacão de Chico Science.

Provavelmente muitos só conhecem o Gilberto Gil como ministro da cultura... Érico Veríssimo pode ser citado como o pai do Luis Fernando Veríssimo, a música Lady Madona pode ser um tributo dos Beatles a rainha pop e por aí vai. Pessoas que viram nome de rua... O tempo se encarrega de trazer novos significados. Algumas vezes traz o esquecimento, mas muitas outras, e isso é uma coisa muito legal traz a inovação, outras formas de expressão, novas interpretações e é isso que vai marcando a diferença entre as gerações...

Encerro aqui lembrando de um episódio vivido pelo fotógrafo Henri Cartier-Bresson (de quem sou admiradora-confessa). Estava ele num parque, com sua inseparável Laica portátil, fotografando quando ouve o comentário de um jovel casal que o observava:
- Olha só aquele senhor ali dando uma de Cartie-Bresson!!!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Não é só uma questão de DESIGNação

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Encaixotando Fernanda


Tô doidinha. E mais não digo. E tenho dito!!!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Do lado esquerdo do peito


Hoje acordei pensando nas minhas amigas. Pensei em cada uma delas e senti um aconchego imenso no coração.
Tenho amigas muito especiais. Amigas de longa data, amigas recentes. Amizades que foram se construindo de maneiras diversas. Falo de amigas mesmo, não de conhecidas ou colegas circunstanciais, falo de pessoas que somam e que sabemos ser essa troca algo pra toda vida.
Nas últimas semanas tenho reorganizado papéis, fotografias, cartas e desenhos e nesse processo vários "filminhos" vão repassando na memória e no coração. Sou uma pessoa de sorte, meus dedos não são suficientes para contar todas elas.
Acho que ando mais emotiva do que de costume, melhor ir parando por aqui pois "tengo una lágrima asomada que yo no puedo contener..."