terça-feira, 20 de dezembro de 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Breves Diálogos XXVIII

Almoço de final de ano com amigas, entre elas Dani (que trabalha na editora Iguana) e Luciana (que tem fama de desligada)...
Dani: preciso ir buscar o peru e a cesta de natal da editora
Luciana: é da perdigão?
Dani: não, é da Iguana!
Luciana: é da sadia?
Dani: não, é da Iguana!

O movimento em casa é grande, sempre tem um entra e sai dos amigos do meu filho.
Toca interfone do apartamento, que fica ao lado do telefone...
- É o Alex
Eu, animada respondo:
- Oi Alex, tudo bem?
E o rapaz fala
- Não, aqui é o porteiro, é pra avisar que o Alex está subindo!

Noutro almoço com colegas de trabalho, refeitório lotado, estagiárias vibrando com o final do semestre na faculdade de design gráfico, eu comento com o editor ao meu lado:
- Na época da faculdade, fiz Faap...
O André se vira com cara curiosa e pergunta:
- Voce fez plásticas?
Eu, instintivamente coloquei a mão no rosto, e assustada perguntei:
- nãããoo, por que, parece? to precisando?
- nao Fê, Artes Plasticas!!!

Dezembro, shopping center lotado, resolvemos nos dividir e combinamos de nos falar por mensagem para marcar local de encontro. Minha irmã pergunta para filha de 12 anos
- Tá com celular?
- Tô, mas tá sem bateria! responde Camila

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Vai um biscoitinho aí?

Conheçam o divertido e premiadíssimo filminho Ormie, the Pig, wants a cookie produzido pelo estúdio canadense Arc Productions - Animation & Visual Effects. Vale a pena dar uma passeada pelo site e ver tudo o que eles são capazes de criar.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Palavras gráficas



Este projeto foi concebido pelo designer Ji Lee, um coreano que cresceu em São Paulo e que vive em Nova York. Criatividade sem limite, vejam mais no site http://pleaseenjoy.com/

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Breves Diálogos XXVII ou Mãe... só tem uma!

Final de tarde na padaria um garotinho bem encapetado, com o braço na tipóia, mexia em todos os cacarecos que ficam na bancada do caixa. A mãe, já com a paciência padecendo além do paraíso pagava a conta, guardava as compras dizia:
- Rafael, para de mexer!
- Rafael, tá me ouvindo?
- Rafael, vc é surdo?
- Rafael, vc quebrou o ouvido também, ou só o braço?
- Rafael, você já vai ver como faço esse ouvido ficar bom...

E então me lembrei de uma lista de ensinamentos maternos que li um dia desses:

Coisas que aprendi com minha mãe 
Minha mãe ensinou a valorizar o sorriso...
- Me responde de novo e eu te arrebento os dentes!

Minha mãe me ensinou o que é motivação...
- Continua chorando que eu vou te dar uma razão verdadeira para vc chorar!

Minha mãe me ensinou a contradição...
- Fecha a boca e come!

Minha mãe me ensinou sobre paciência...
- Calma!... Quando chegarmos em casa você vai ver só...

Minha mãe me ensinou a enfrentar os desafios...
- Olhe para mim! Me responda quando eu te fizer uma pergunta!

Minha mãe me ensinou sobre raciocínio lógico...
- Se você cair dessa árvore vai quebrar o pescoço e eu vou te dar uma surra!

Minha mãe me ensinou medicina...
- Pára de ficar vesgo menino! Pode bater um vento e você vai ficar assim para sempre.

Minha mãe me ensinou sobre o reino animal...
- Se você não comer essas verduras, os bichos da sua barriga vão comer você!

Minha mãe me ensinou sobre minhas raízes...
- Tá pensando que nasceu de família rica é?

Minha mãe me ensinou sobre justiça...
- Um dia você terá seus filhos, e eu espero eles façam prá você o mesmo que você faz pra mim! Aí você vai ver o que é bom!

Minha mãe me ensinou religião...
- Melhor rezar para essa mancha sair do tapete!

Minha mãe me ensinou contorcionismo...
- Olha só essa orelha! Que nojo!’

Minha mãe me ensinou determinação...
- Vai ficar aí sentado até comer toda comida!

Minha mãe me ensinou habilidades como ventrílogo...
- Não resmungue! Cala essa boca e me diga por que é que você fez isso?

Minha mãe me ensinou a ser objetivo...
- Eu te ajeito numa pancada só!

Minha mãe me ensinou a escutar ....
- Se você não abaixar o volume, eu vou aí e quebro esse rádio!

Minha mãe me ensinou a ter gosto pelos estudos...
- Se eu for aí e você não tiver terminado essa lição, você já sabe!

Minha mãe me ajudou na coordenação motora....
- Junta agora esses brinquedos! Pega um por um!

Minha mãe me ensinou o beijo de esquimó...
- Se rabiscar de novo, eu esfrego seu nariz na parede!

Minha mãe me ensinou os números...
- Vou contar até dez. Se esse vaso não aparecer você leva uma surra!

Minha mãe me ensinou partes novas do corpo humano...
- Para com isso antes que te de um pescoção!

Minha mãe me ensinou a me espelhar em alguém...
- O filho do fulano tirou 10 na prova!

Minha mãe me ensinou a não me espelhar em alguém...
- Não tenho nada que ver com o filho do fulano!

Minha mãe me ensinou a sempre ouvir uma segunda opinião.
- Peça para o seu pai!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Breves Diálogos XXVI

Minha irmã Renata anda com a vida bem corrida nos últimos tempos, trabalhando bastante, participando de congressos e de cursos por aí a fora. Finalmente chega o final de semana e com ele a vontade de fazer um daqueles programas sem compromisso. Sábado passado ela, animada, convida sua filha de 12 anos, minha querida Camila, para irem ao shopping pegar um filminho e tomar um lanche no McDonalds...
- Shopping? McDonalds? Ah mãe... preferia ir a uma boa livraria e almoçar num restaurante japonês!

obs: Rê, da próxima vez me chama que eu topo esses programinhas “alienados”. rsrsrs

domingo, 13 de novembro de 2011

Coisas boas da vida - IV

Numas quebradas virtuais encontro o meu querido amigo Rafa Ziegelmaier e ele me apresenta seu fiel companheiro Pirulito

sábado, 12 de novembro de 2011

Breves Diálogos XXV

Oito e meia da manhã no ponto de ônibus. Ao meu lado um simpático senhor de seus quase 70 anos e sua pasta de trabalho... diante da espera sem fim do transporte coletivo ele comenta que vai começar a trabalhar ali mesmo, saca o celular e disca para um cliente:
- Bom dia, aqui é o rapaz da D.D.Drin, estou ligando para passar o orçamento da dedetização...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Os sonhos de Mila

A mãe deste bebê é da Finlândia e cada vez que sua filhota dormia, ela criava Cenários de Contos, fotografava e enviava aos amigos. A mãe deste bebê é Adele Anersen.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Coisas boas da vida - III

Camila hoje faz 12 anos, minha linda sobrinha é uma ávida leitora e desde muito pequenina se expressa muito bem através das palavras e desenhos. Já fez alguns livros de contos ilustrados, aos 7 anos, além de criar jogos de tabuleiros... tudo isso com uma leveza sem fim. Mês passado, num trabalho de escola resolveu se aventurar fazendo um video. A proposta da disciplina de português era fazer uma interpretação visual de um poema a sua escolha. O autor escolhido foi Carlos Drummond de Andrade, o poema Eu, etiqueta, escrito em 1984.

video

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Quadro a quadro ao quadrado

Animação feita pelo israelense Eran Amir que fotografou 500 pessoas segurando fotos diferentes e transformou em um filme de poucos segundos.


Fonte: Zupi

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Papelão? que nada...

Recebi esse video da minha querida amiga Dani com a seguinte mensagem: Fê, é a sua cara. E é mesmo!!! Só uso moleskine, e aqui nem me incomodo em fazer essa propaganda gratuita, o produto é bom e pronto!!! Vejam só que boa curtição.


MINI PLANNERS from Moleskine ® on Vimeo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Coisas boas da vida - III

Pequenos registros da maravilhosa exposição do Sérvulo Esmeraldo na Pinacoteca de São Paulo

“A mágica tem que continuar. Cultivo estas formas há muito tempo. Gosto muito do que estou fazendo atualmente. Não quero dizer com isso que estou contente com tudo o que faço. Cosntruo essas peças que ora cobrem minhas paredes, invadindo a casa. Posso retirá-las, deslocá-las. Não deixa de ser um jogo como todo ato da criação. Já tinha utilizado a linha inscrita nas esculturas. Nestas, elas evidenciam as formas definidas dos volumes em mármore, madeira ou acrílico. Eram, porém, resultantes dos volumes. Estas obras atuais são verdadeiros desenhos cujo suporte é o infinito. Apropriei-me dele. Não tenho margens definidas. Posso dizer que sou o donatário do Infinito. Apropriei-me dele.”
Sérvulo Esmeraldo (Entrevista concedida a Dodora Guimarães, jul 2000)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Breves Diálogos XXIV

Sábado passado, estava eu na sala assistindo TV, minha mãe passa e pergunta:
- O que você está vendo de interessante?
- Uma matéria sobre Canden Town• da Amy Winehouse
- Sobre o creme dental da Amy???
• Canden Town é o bairro londrino descolado onde a cantora morava

Outro dia, parada no sinal, um rapaz veio limpar o vidro do carro. Na mesma hora acenei informando que não queria e que não tinha dinheiro. Ele nem ligou, e com a simpatia inicial limpou o vidro. Ao terminar eu tornei a dizer:
- Desculpe, mas não tenho mesmo nenhum dinheiro!
- Ele me olhou, deu um largo sorriso e disse, não tem problema, a amizade é a mesma.

Nos dois dias seguintes passei pelo mesmo cruzamento para dar uma grana a ele, mas infelizmente ele não estava por lá... que pena, gostaria muito de ter retribuido!

Descontorcendo o contorcionismo

Atenção, não façam isso em casa - a menos que você tenha um macacão listado!!!

video

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Breves Diálogos XXIII

Na praia do futuro, em Fortaleza, a simpática mocinha passa vendendo queijo de coalho assado. Um comprador em potencial, bem rechonchudo, pergunta:
- Esse queijo engorda?
Ela responde na hora:
- O queijo não engorda não, quem come é que engorda!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Coisas boas da vida - II

Minha querida amiga Rachel enviou esta canção, ela dizia no email: Recebi esse clip e achei a nossa cara! A cara de tantas pessoas que estimo.
Compartilho com todos que andam por aqui essa singela alegria.

oração . a banda mais bonita da cidade

terça-feira, 17 de maio de 2011

sábado, 14 de maio de 2011

A mais bela música

Luzia Luluza, do disco Gilberto Gil, 1968

Breves Diálogos XXII

Mais uma vez o avesso, do avesso, do avesso...

Enquanto estacionava o carro numa boa vaga, meu cunhado era “monitorado” pelo flanelinha de plantão: - Esterça, mais pra esquerda, vem, pára, direita... DESAFASTA!

No supermercado lotado, algumas crianças muito pequenas estavam fazendo a maior algazarra sem que as mães dessem a mínima importância ou atenção, até que, como já estava escrito, uma das crianças tropeça, derruba tudo, cai, e começa a berrar. A mocinha do caixa, tão indignada quanto eu, olha pra mim, olha pra situação e diz: - Isso é uma falta de IRRESPONSABILIDADE!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Hiper realismo fantástico

Muito interessante a ocupação dos espaços feita pelo muralista americano Eric Grohe. Ele usa a técnica trompe l’oeil, que através da perspectiva cria uma grande ilusão de ótica, dando a impressão de tridimensionalidade.
 Eric Grohe realizando um de seus trabalhos
 Dedication, Columbus, Ohio, antes
  Dedication, Columbus, Ohio, durante
  Dedication, Columbus, Ohio, depois
 Bucyrus, Ohio, antes
  Bucyrus, Ohio, depois
 Estacionamento em Nova York, antes
  Estacionamento em Nova York, depois

 
e em fábricas...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Pelas lentes do poeta

A História de Lily Braun
Edu Lobo • Chico Buarque
Como num romance
O homem dos meus sonhos
Me apareceu no dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom
Ele me comia
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz
E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão
Foi desde então ficando flou
Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilinguindo toda
Ao som do blues
Abusou do scotch
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris
E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê
Como amar esposa
Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz

Fotografia 3X4

Belchior
Eu me lembro muito bem do dia em que eu cheguei
Jovem que desce do norte pra cidade grande
Os pés cansados e feridos de andar legua tirana...
E lágrima nos olhos de ler o Pessoa
e de ver o verde da cana...
Em cada esquina que eu passava
um guarda me parava, pedia os meus documentos e depois
sorria, examinando o três-por-quatro da fotografia
e estranhando o nome do lugar de onde eu vinha.
Pois o que pesa no norte, pela lei da gravidade,
disso Newton já sabia! Cai no sul grande cidade
São Paulo violento, Corre o rio que me engana..
Copacabana, zona norte
e os cabares da Lapa onde eu morei
Mesmo vivendo assim, não me esqueci de amar
que o homem é pra mulher e o coração pra gente dar,
mas a mulher, a mulher que eu amei
não pode me seguir não
esses casos de familia e de dinheiro eu nunca entendi bem
Veloso o sol não é tao bonito pra quem vem
do norte e vai viver na rua
A noite fria me ensinou a amar mais o meu dia
e pela dor eu descobri o poder da alegria
e a certeza de que tenho coisas novas
coisas novas pra dizer
a minha história é ... talvez
é talvez igual a tua, jovem que desceu do norte
que no sul viveu na rua
e que ficou desnorteado, como é comum no seu tempo
e que ficou desapontado, como é comum no seu tempo
e que ficou apaixonado e violento como, como você
Eu sou como você. Eu sou como você. Eu sou como você
que me ouve agora. Eu sou como você.

Desafinado
Tom Jobim • Newton Mendonça • João Gilberto
Se você disser que eu desafino amor
Saiba que isso em mim provoca imensa dor
Só privilegiados têm ouvido igual ao seu
Eu possuo apenas o que Deus me deu
Se você insiste em classificar
Meu comportamento de anti-musical
Eu mesmo mentindo devo argumentar
Que isto é bossa-nova, isto é muito natural
O que você não sabe nem sequer pressente
É que os desafinados também têm um coração
Fotografei você na minha Roleiflex
Revelou-se a sua enorme ingratidão
Só não poderá falar assim do meu amor
Este é o maior que você pode encontrar
Você com sua música esqueceu o principal
Que no peito dos desafinados
No fundo do peito bate calado
Que no peito dos desafinados
Também bate um coração

Doze fotogramas
Manu Lafer
Primeiro eu te aperto
Bate a foto três por quatro
É perto como um quarto
No contato do cinema
Na briga da novela
Eu reviro a tua bolsa,
Passando-te o batom
Eu borro o álbum de retrato
(Eu borro o álbum de retrato)
Você parece louca
E eu não espalho só na boca
São três e te derramas
Foram doze fotogramas

Terra
Caetano Veloso
Quando eu me encontrava preso
Na cela de uma cadeia
Foi que vi pela primeira vez
As tais fotografias
Em que apareces inteira
Porém lá não estavas nua
E sim coberta de nuvens...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Ninguém supõe a morena
Dentro da estrela azulada
Na vertigem do cinema
Mando um abraço prá ti
Pequenina como se eu fosse
O saudoso poeta
E fosses a Paraíba...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Eu estou apaixonado
Por uma menina terra
Signo de elemento terra
Do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza
Terra para a mão carícia
Outros astros lhe são guia...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Eu sou um leão de fogo
Sem ti me consumiria
A mim mesmo eternamente
E de nada valeria
Acontecer de eu ser gente
E gente é outra alegria
Diferente das estrelas...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
De onde nem tempo, nem espaço
Que a força mãe dê coragem
Prá gente te dar carinho
Durante toda a viagem
Que realizas do nada
Através do qual carregas
O nome da tua carne...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Na sacada dos sobrados
Da velha são Salvador
Há lembranças de donzelas
Do tempo do Imperador
Tudo, tudo na Bahia
Faz a gente querer bem
A Bahia tem um jeito...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?

Retrato em Branco e Preto

Tom Jobim • Chico Buarque
Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho,
E sei também que ali sozinho,
Eu vou ficar tanto pior
E o que é que eu posso contra o encanto,
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto e que, no entanto,
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes, velhos fatos,
Que num álbum de retratos
Eu teimo em colecionar
Lá vou eu de novo como um tolo,
Procurar o desconsolo,
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras,
Versos, cartas, minha cara
Ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado,
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado e você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto,
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração

Breves Diálogos XXI

Coisas que ouvimos por aí...

Uma senhora, muito séria e compenetrada fala para a confidente:
Tô numa frase difícil!


Na banca de jornal, a dona comenta com um cliente as notícias do dia: A situação tá periquitante!

Tenho uma amiga que trabalha na Caixa Econômica em uma cidade do interior, ela me contou algumas coisas que ouve por lá:
- Pode me ajudar, meu cartão tá bronqueado.
 Uma cliente reclamando da quantidade de documentos que tem que apresentar exclama: Mas essa Caixa tem muita democracia!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Breves Diálogos XX

Minha queridíssima amiga Daniela estava hoje - day after da final do campeonato carioca (Flamengo x Vasco) - no aeroporto do Rio de Janeiro quando liga o sr. Daniel, seu pai, uma das pessoas mais amáveis e educadas que conheço. Os dois estavam no maior papo resolvendo coisas quando de repente, passa TODO o time do vasco no aeroporto.
Daniela: Paaai, está todo o time do vasco aqui
e seu Daniel, um vascaíno desde criancinha, responde: Manda tudo pra puta que pariu

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A danada da cachaça...

Tem coisa melhor que uma cachacinha com tira-gosto, uma caipirinha... pois essa água que passarinho não bebe ainda oferece mais uma coisa de encher os olhos: Rótulos!!!
A exposicão Caprichosamente engarrafada: rótulos de cachaça, no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo, reuniu cerca de 400 rótulos, além de pedras litográficas, que fazem parte das coleções do designer gráfico e pesquisador carioca Egeu Laus e do acervo da Fundação Joaquim Nabuco.
 Com curadoria de Egeu Laus, a mostra agrupou os rótulos por temas e é muito divertido ver a variedade de nomes e desenhos utilizados: animais, mulheres, bêbados, indios... As cores e as composições tipográficas.
Muitas vezes o rótulo era idealizado pelo próprio dono do alambique e a gráfica apenas o imprimia, noutras a gráfica desenvolvia e apresentava o desenho final já impresso com tipos móveis ou na matriz que seria impressa. A exposição é uma preciosidade e um bom registro do diversificado design brasileiro.
No final, sabe lá porque, eu já estava vendo tudo tremido... enquanto isso o Inácio fazia a contabilidade de quantas marcas já havia provado das sessenta garrafas ali expostas. Bem, como ninguém é de ferro, saimos dali e voamos para o nosso bar preferido, o São Cristóvão, e saboreamos algumas doses de Claudionor. Hic!